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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Cobertura Online do meu Reveillon

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Natal Crônico ou Então É Natal - ANO 2

Há 364 dias publiquei um post tão depressivo quanto um verdadeiro Natal deveria ser. Ninguém comentou o post, mas recebi e-mails e até telefonemas de leitores amigos que leram e tiveram pena de mim. E saber que alguém sente pena de você é algo bem humilhante.

Então prometi a mim mesma que, no próximo ano, publicaria um post super bonito. Talvez eu até publicaria um cartão. Talvez eu até aprenderia a fazer o cartão e o publicaria! Talvez as pessoas ainda deixassem comentários do tipo "Que bom que você está feliz, Rafaela. Feliz Natal para você também. E a propósito, que cartão lindo. Foi você quem fez?".

Mas não. Não foi possível. Continuo não sabendo fazer uma arte sequer no computador. E continuo não tendo o que comemorar nas datas de final de ano. E não tenho nada para compartilhar com vocês, a não ser posts tristes (ou engraçados, caso você seja um leitor sádico).
Meu 2009 não foi pior do que meu 2008. Muitas coisas boas aconteceram: graças à Juliana, consegui um emprego super bacana. Fui ao show de uma das minhas bandas preferidas... Bom, na verdade só aconteceram duas coisas boas na minha vida em 2009.
Ok. Loser!

Já posso recomeçar as lamentações?


Nunca tive um Natal inesquecível. As lembranças que tenho dos meus natais são muito vagas. Quando eu era criança, ia ceiar na casa da minha avó. A ceia era um pretexto para sair de casa e dar tempo pro Papai Noel deixar minha Barbie - nunca a casa dela - debaixo da nossa samambaia fantasiada de pinheiro. Isso até a minha professora do pré-primário me contar que Papai Noel não existia.

Nos anos seguintes, a ceia na casa da minha avó era um pretexto para comer. Isso até que um dia, a minha tia, recém-casada com um homem divorciado, convida a família dele para passar Natal na casa da minha avó. O marido da minha tia bancou toda a festa. Ou seja: todos os netos dele tinham docinhos à vontade.

A minha avó pegava um guardanapo e me dava cinco docinhos para eu comer escondido debaixo da escada, pois o "dono" da festa estava regulando os comes e bebes. Isso até meus pais ficarem revoltados ao verem meus olhinhos brilharem por uma empadinha e não poder comê-la.

Eles me levaram embora de volta para casa. Meu presente estava lá, debaixo da samambaia. Não era mais Barbie - quem me dava Barbie era Papai Noel. Agora era uma boneca do Paraguai que falava "mamãe" em coreano, ou seja lá qual era aquela língua.

Pouco tempo depois – não sei precisar quanto – o marido da minha tia morreu e o Natal voltou a ser "bancado" por minha avó e contava com a participação de alguns parentes. A samambaia da minha casa também já havia encontrado o reino dos céus. Agora tínhamos um pinheirinho de mentira, com 40 cm de altura. Do lado dele, um embrulho muito pequeno para ser a casa da Barbie. Abri o pacote e lá estava mais um presente que eu não pedi. Não reclamava, claro! Pois sabia que era a única coisa que meus pais puderam comprar.

E a vida continuava. Isso até a minha avó falecer. Não tínhamos mais outro lugar para comemorar o Natal. Passamos alguns natais com parentes que não faziam muita questão de nos ter como visitas. Isso até uns cinco anos atrás, quando meus pais e irmão desistiram de vez do Natal. Eu ainda persisti no erro.

Durante esse hiato natalino, eu montava a árvore sozinha. Cozinhava alguma coisa diferente, só para dizer que comemos algo típico no Natal. Vestia roupa nova e carregava as pilhas câmera para fotografar a “noite feliz”. Só que a ceia em casa terminava às 21h, quando todo mundo aqui de casa já estava com pijama e chinelos.

Isso até ano passado. Quando tentei dar um basta nesse tipo de Natal solitário. O plano era comemorar o Natal como nunca havia comemorado antes. E não é que deu certo? Hoje, quem está de pijama e chinelos às 21h sou eu. Não tem nada de diferente no cardápio. Para comer, macarrão de ontem. Ah, não tem árvore de Natal este ano aqui em casa.

Não foi bem assim que eu planejei. Mas fazer o quê?

domingo, 15 de novembro de 2009

O dia em que eu morri (ou Minha missa de sétimo dia)



Morri. Domingo passado. Durante (ou antes do, ou depois do, não sei!) o show do Faith No More. Causa mortis: realizar o sonho de ver a minha banda favorita ao vivo. A sensação de morrer por isso? Inexplicavelmente boa. A depressão pós-show, no entanto, dói. Muito!

Não vou postar aqui uma resenha do show. Não que eu não queira. Por mim, falaria desse show pelo resto da minha vida. Mas, primeiramente, o propósito deste blog não é esse. Em segundo, já postei um review gigante no Eu, Pop. Quem tiver paciência, por favor, leia.

Também não vou dizer que eu esperei aquele momento desde os meus 13 anos. Comecei a gostar de Faith No More em 1998, justamente na época em que a banda terminou. A volta do FNM era algo inconcebível, tão absurdo que os fãs nem se davam o trabalho de sonhar.

Eis que, numa noite fria de inverno, para ser mais exata, 17 de julho de 2009, dou de cara com um post do Andreas Kisser, no site do Yahoo! falando sobre a volta do Faith No More. Bloguei no Eu, Pop, claro. e ainda cantei uma bola, pedindo para eles passarem por aqui. Quinze dias depois, a turnê sulamericana seria confirmada. Brasil na rota. Belo Horizonte, inclusive.

Abri mão de pagar dívidas para garantir meu ingresso ainda no primeiro lote. Comprei assim que as vendas começaram. E, desde então, dediquei meu tempo entre tomar cuidado para não morrer e torcer para que o show não fosse cancelado.

Com o show, não tive apenas a oportunidade de ouvir uma boa música, mas uma boa música que fez parte da minha adolescência sem graça. Revisitei aquela menina de 13 anos, que se refugiava da solidão no conforto das pilhas de cd’s de finadas bandas que, para ela, eram “novas”. Que voltava do colégio feliz por ter aprendido (mesmo que cagado) o verbo to be: “agora posso traduzir as músicas que eu canto. Agora posso até acompanhar e letra pelo encarte”, pensava a menina, que tinha a música como única amiga.

A cada grito, a cada palavra cantada, a cada riff marcado, a cara mosh, a cada blusa de banda, a cada coro, eu via a menina. Ela não apenas continua sendo fã de Faith No More, como também continua bem aqui, dentro de mim. Na verdade, ela nunca deixou de existir. E felizmente (ou não) me acompanhará pelo resto da minha vida. Apesar de ter morrido naquele dia, aquela vivacidade brutal da menina de 13 anos me contagiou um bocado. Dei-me conta de que continuo sendo aquela menina sem graça e solitária de 11 anos atrás. Mas, por pelo menos 1h30, nem me lembrei de que sou assim.

Para a menina, mais música, por favor!

domingo, 9 de agosto de 2009

Blogar, para quê?


Há meses, eu tentava blogar. Tempo e assunto não me faltaram. Só não bloguei porque me vinha à cabeça, assim que eu avistava a página em branco do Word, a pergunta: “blogar, para quê?”.

Uma vez – era sábado de manhã – saí de casa para ir à vendinha de biscoitos que fica no bairro vizinho. O céu estava meio nublado, mas parecia que aqueles tímidos raios de sol segurariam a chuva por um tempo que seria suficiente para eu voltar para casa com meus biscoitos secos. Como um bom clichê, em questões de segundos, começou a chover. Um temporal. E é claro que, como um bom clichê, não havia uma bendita marquise para me proteger. Só me restou tomar um banho de chuva, coisa que só tem glamour no cinema.

(o trecho relatando que o vendedor bonitinho ficou rindo da cara molhada da pobre Rafaela foi cortado, a pedido da autora, para evitar ainda mais humilhação)

Como se a minha vida não fosse sarcástica o bastante, eu, toda molhada, protegendo a sacola com biscoitos debaixo da minha blusa e correndo para chegar em casa rápido, cato um cavaco histórico e chego a ensaiar um tombo. Mais gente ria de mim. Recomponho-me e dou de cara com um carro parado. No vidro, um adesivo escrito “Deus te ama”. E eu, molhada, sem dignidade e com os biscoitos murchos digo alto: “ama o caralho!”. Quando, finalmente cheguei em casa, a chuva cessa e dar lugar a um belo e quentinho sol.

Durante o caminho, pensei em blogar o acontecido imediatamente. O título do post seria “Como se a minha vida não fosse sarcástica o bastante”. Para quê? Para nada! Então não escrevi.

Às vezes fico imaginando qual seria a relevância dos meus posts aqui no Buteco. Ou ainda, o que meus posts têm a ver com o propósito do blog? Dany e eu pretendíamos fazer do Buteco uma versão digital de Sex and the City. Mas vi que não tenho histórias para compartilhar. Fui descobrir o que era gloss há uns meses. E nem sei se existe diferença entre gloss e brilho labial. No dia da formatura, comprei pó compacto pensando que era a mesma coisa do que blush. Resultado: não consegui fingir que sou bonita nem no dia do meu próprio baile.

Quero comprar um sapatinho para mim, mas eu não sei o “nome” daquele modelo. Como tentar explicar qual sapato eu quero para o vendedor? Não é só de moda que eu não entendo. Eu nunca fui em algum lugar que tem comanda. Inclusive, eu não sei o que é comanda. A Dany é testemunha dessa monguice minha.

Eu tenho 24 anos e não posso afirmar que a única vez que namorei foi realmente sério. Não conheço praia, embora tenha morado em Natal quando era bebezinha. Para ser sincera, a primeira e última vez que eu viajei efetivamente, foi naquela época, criancinha de colo. Como provas, só fotografias, pois lembrança mesmo, não tenho nenhuma. Não tive e não tenho vida. Logo, não tenho nada para contar.

Não vou ao cinema, porque tenho vergonha de ir sozinha. Contento-me em assistir filmes no computador. Ou assistir ao jogo de futebol na TV, visto que dinheiro me falta para ir ao estádio. Eu gosto de futebol e nunca consigo encaixar esse tema aqui no blog sem forçar a barra. A minha vida se resume a trabalhar, pagar conta e passar o sábado a noite no msn, sozinha, porque os meus contatos estão offline, ocupados demais vivendo.

Mais uma vez, a pergunta vem à tona: blogar para quê? Talvez chegou a hora de aposentar do blog. Afinal, eu nunca fui uma Luluzete de verdade.

domingo, 12 de abril de 2009

Como que chama? (*)

(*)pessoas educadas, cuidado.post cheio de palavras de baixo calão (para alguns)

Ser mulher é tão complicado que até  pronunciar o nome da nossa genitália se torna uma tarefa árdua. Já pararam para pensar sobre o quão ridículas são as nomenclaturas dadas à... à... então, a isso aqui, aqui embaixo.

Todas as nomenclaturas para o pênis são legais. Do pinto à pica. Caralho, por exemplo, de tão trivial que é até virou advérbio de intensidade. E o pênis de criança? Pintinho. Piu-Piu. Peru aka Piru. Piroca é engraçado, mas lembra, sei lá, paçoca, e perde-se o caráter ofensivo. Rola, no entanto, eu não gosto. É coisa de homem sem educação. Mas também não me ofende. O próprio nome correto, pênis, tem uma sonoridade interessante.

Mas e nós, mulheres? Os homens podem usar tantos sinônimos legais para o pinto, enquanto a gente luta para conseguir achar a palavra vagina normal. Porque, convenhamos, vagina é uma palavra estranha. No meu mundo perfeito, eu a nomearia de vulva e pronto. Já se fala em “depilação da vulva”, “piercing na vulva”... Pronto. O nome correto seria vulva e nunca mais ninguém no mundo pronunciaria a palavra vagina.

Aceitando a idéia de que vag... seria VULVA, hora então de arrumar apelidos para ela. Abomino, do fundo da minha vulva, a palavra perereca. Pronuncio perereca quando o momento é de zoação. Entre amigos. Ultimamente se transformou no meu xingamento predileto. Mas para usar perereca assim, como sendo algo sério, não consigo.

As piores denominações são aquelas com a letra xis. Xota, xana e xoxota, por exemplo, tenho nojo. Muito nojo. Isso é vocábulo de punheteiro que procura pornografia na internet. Piriquita, por sua vez, é a versão simpática de perereca. Ela é usada quando você não está tão a vontade para escancarar uma perereca na frente de todo mundo, não quer ser séria o bastante para dizer vagina, nem é baixa a ponto de pronunciar um dos apelidos escritos com xis.

Tão popular quanto a perereca, só a buce (minha mãe não deixou eu escrever tudo). Virou um dos principais palavrões do Brasil com direito a verbete no dicionário. Mas o sentido genital da palavra sempre fica em segundo plano, já que buce(mããaeeee!!) exprime o auge da raiva. Tipo, quando não há outro palavrão que consiga resumir aquele sentimento de ódio que assola nosso peito, soltamos um BU-CEEEEEEEEEEEEEEEEEE...

Quando eu fazia cursinho pré-vestibular, tinha uma professora de Biologia que, ao dar aula sobre o, na época, aparelho reprodutor (agora mudaram o sufixo para “dutório), nos soltou: “agora o bililiu é introduzido na Maria Goretti”. Eis que surge, em minha vida, o melhor apelido para a vulva: Maria Goretti.

Lidar bem com as denominações da genitália feminina é um tabu tão “tabuzado” que ninguém nem comenta deste tabu. Oi? Compliquei, né? Mas fico me perguntando: os nomes são realmente estranhos? Será que somos tão pudicas para ter orgulho de gritar ‘eu tenho perereca’? Ou será que o problema é só entre e eu e minha... minha... isso aqui.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

(nem tão)Diva no Divã

Pergunto-me toda hora o que estou fazendo aqui. Não me refiro (apenas) ao blog, mas na vida, sabe? Qual é a minha função/missão aqui na Terra? Será que meu destino é ser, para sempre, figurante da minha própria vida enquanto todo mundo esbraveja seus papéis de protagonista, antagonista e coadjuvante? Estou me convencendo de que a resposta seja: sim, Rafaela, você = fail!
Cabeça mal recortada no Photoshop foi encontrada por populares em lixão. DNA foi coletado para saber se o serviço de porco foi feito por Rafaela

Talvez eu tenha uma única missão que é ser a de ser exemplo de vida. Algo do tipo: aquela ali é a Rafaela, gente! Não sejam bonzinhos assim como ela foi, porque o mundo é cruel e ninguém quer saber se você é gente boa ou não. Aquela ali é a Rafaela, gente! Não façam como ela. Rafaela sempre procurou saber se seus amigos (se é que ela tenha tantos assim ou pelo menos um) estavam bem. Mas na verdade eles estavam tão ocupados sendo felizes que se esqueceram de que Rafaela, aquele ser egoísta e desprezível, não queria só ouvir sobre o sucesso alheio, mas queria contar alguma coisa para eles também. E ela tinha tanta coisa legal para contar, mas ninguém quis ouvir.

Aqui está uma foto da Rafaela. Olha, gente. Não ri não que é sacanagem (hahaha). Que Deus me perdoe, coitada, mas vocês acreditam que ela já foi pior do que isso? Dizem que ela foi considerada a menina mais feia da sala do pré a terceira série. Na quarta série, só não ganhou porque não teve eleição. Depois de alguns anos sem vencer, voltou a ser a mais feia da sétima série ao primeiro ano do ensino médio. Foi a última vez. Nunca mais foi eleita a mais feia da sala (por mais que merecesse). Também, por motivos óbvios, nunca ouviu em sua vida inteira, elogios a sua beleza, a não ser de seus pais e dos borracheiros. Também, com aquele cabelo, não conseguiria arrancar elogio nem de cego.

Não amem como Rafaela amou. Aquele amor sabe? Incondicional, sempre destinado às pessoas erradas. Quem ama demais acaba que nem a Rafaela. Hoje ela tem 45 anos, nunca teve um namorado sério, mas se diz completamente feliz rodeada dos seus 6 sobrinhos. É mentira. Ela gosta deles, claro. Mas não tem uma noite em que ela não chore, lamentando-se por não ter conseguido fazer com que sua vida fosse diferente daquilo. E como ela não tem filhos, Rafaela, quando morrer (se for breve, melhor para todo mundo), vai deixar a herança para seus seis sobrinhos.

Rafaela não deixou muito dinheiro. Afinal, vender cd’s piratas com seu pai nunca foi uma atividade rentável. Mas foi o máximo que ela conseguiu fazer com seus dois cursos superiores, sabe? E o que a gente pode concluir disso? Jamais estude como Rafaela estudou. Jamais se esforce para ser a melhor aluna do colégio ou manter notas altas nas faculdades. Não dê valor aos elogios recebidos de seus colegas de faculdade e de trabalho ou seus professores. Rafaela foi muito (mas muito elogiada mesmo), acreditou neles e olha lá, morreu jovem, cinqüenta e poucos, sem filhos, completamente sozinha, sem profissão, sem um legado. Engasgada, gente! Morreu engasgada comendo biscoito Trakinas, a única coisa que a fazia feliz. Não tinha ninguém para ajudá-la (ela era sozinha, como disse) e morreu engasgada, com aquele cabelo horroroso de sempre, vestida com sua pior calcinha e de chinelos gastos. Sem glamour como só ela foi.

Não, não irei me matar – e se o fizesse, muita gente nem iria se importar. Não foi uma carta-despedida. Foi só um post- desabafo, depois de anos sem Divas no Divã aqui no Buteco. Por favor, sem lamentações. Já é tarde para isso. Time-out. 

terça-feira, 10 de março de 2009

Medo de Médico

Não sei me portar durante consultas médicas. Para mim, médico sempre foi e sempre será um discípulo do doutor Gregory House. Ele vai me fazer acreditar que as perguntas que faço são burras, que fiquei doente porque fui burra e que sou burra por não ter notado os sintomas antes. Que perto dele, profissional especializado em "n" partes do corpo que estudou nas melhores universidades ao redor do mundo, não passo de uma analfabeta cultural que não aprendeu que paracentamol não cura todos os males da sociedade.

Médicos me fazem sentir uma idiota. Eles nunca riem dos meus comentários sarcásticos como se essa sagacidade fosse exclusiva da classe médica. Eles sempre dizem o óbvio (neste calor, febre acima dos 37,5C, dipirona), mas são incapazes de nos informar as horas corretas de jejum para cada tipo de exame.

E como são sérios, gente! Dá até medo na hora que ele anuncia o diagnóstico. Checa o raio x do seu pulmão, olha nos seus olhos e com aquela cara de "você está com pneumonia e vai morrer" anuncia nosso resfriado virótico típico de mudança de estação. Sempre espero um diagnóstico letal, uma injeção dolorosa ou uma nudez desnecessária para exames. Um problema que eu tentaria superar na sala de um psiquiatra, caso não tivesse medo de médicos. Se bem que, se não tivesse medo de médicos, também não precisaria de um psiquiatra... ah, me atrapalhei agora.

Lógico que estou generalizando. Tenho médicos ótimos. Meu endocrinologista, por exemplo, é tão empolgado que se sairia um ótimo apresentador de programa de auditório. Claro que nunca comentei isso com ele, pois aí ele pode me achar retardada e vai começar a me destratar. Mas mesmo sabendo que nem todos os médicos tratam seus pacientes de maneiras diferentes não arrisco e coloco em prática o truque ensinado pela minha mãe: sempre ir ao médico com a melhor roupa para ele pensar que você é rica e não correr o risco de ser negligente. Ah, e sempre ir com calcinha nova porque vai que você precise tirar a roupa lá, né? Se o médico ver o elástico soltando, irá desejar a minha morte lenta, trágica e sem direito à morfina.

Ps: Agora, se todos os médicos fossem "discípulos" do Dr. Luka Kovač...

eu faria questão de tomar banho quente e sair na friagem TODOS OS DIAS!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Workaholic

Texto originalmente postado em www.danielleluciano.blogspot.com

“Dany, você acaba virando uma workaholic”, disse uma amiga minha certa vez. E não é que isso ta me preocupando? Me sinto tão envolvida com meus projetos, serviços, trabalhos pra entregar, que abandonei até os blogs. Não acho tempo pra postar!
Trabalhar, pelo menos com o que estou fazendo, me dá prazer e me sinto feliz quando estou sendo produtiva. Trabalhei sábado, domingo e hoje, sem parar!

Mas a história de ser workaholic é brincadeira. Não cheguei a esse ponto. Estou só empolgada porque meus projetos estão dando certo, e a idéia de “ser dona do meu próprio nariz” é fascinante.

Bom, mas pra quem não sabe, workaholic é uma expressão americana que teve origem na palavra alcoholic (alcoólatra). Serve para denotar uma pessoa viciada, não em álcool mas em trabalho. Este tipo de pessoa geralmente não consegue se desligar do trabalho mesmo fora dele, acaba por deixar de lado seu parceiro(a), filhos, pais, amigos. Os seus melhores amigos passam a ser aqueles que de alguma forma tem ligação com seu trabalho.



De outro lado, este tipo de pessoa sofre por trazer para si uma qualidade de vida muito má, pois as pressões do dia-a-dia e a auto-estima exagerada fazem com que este tipo de profissional tenha insónia, surtos de mau-humor, impotência, atitudes agressivas em situações de pressão ou desconformidade (com os resultados que ele esperava) e pode chegar a causar depressão, entre outros efeitos nocivos. Mas uma das mais severas consequências é o medo de fracassar. Este medo condiciona e impulsiona o viciado a tentar cada vez mais forte e mais concentrado na busca por resultados. A palavra fracasso causa arrepios neste profissional.



Quer conferir se você está no time dos workaholics? Clica aqui ó!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

E as bolsas de mulher?

Olá pessoal!

Hoje vou postar as fotos das bolsas de nossas leitoras, conforme falei no post "Bolsa de Mulher"
Tá certo, não tivemos muito Ibope, mas quem nos enviou as fotos merecem nossa consideração e eterna amizade!! =)
Mas chega de rasgação de calcinha, vamos ao que interessa!




A bolsa acima é da Renata Luciano e vejam só que ela carrega!

Òculos escuros, reparador de pontas, gominha de cabelo, Trident, MP3, lixa de unha, remédio, necessaire com maquiagem, 2 celulares, carteira, chave de casa, perfume e piranha de cabelo!





Essa bolsa é da minha Mamy Libânia!!

Ela leva celular, porta celular de macaco, chave com chaveiro de pelucia da Pucca, pente, escova de cabelo com espelho, escova de dente, pasta de dente, lenço de papel, carteira, batom, corretivo facial, buchinha de cabelo, óculos escuros, canetas, palavras cruzadas, e acreditem capa de chuva!!




Nossa amiga Rafaela carrega sombrinha, carteira, agenda, celular no porta celular de sapinho, caneta e lapiseira, necessaire, chave de casa e MP4.





E finalmente a minha bolsa! Levo sempre minha necessaire com creme para mãos, batom, gloss, espelho, lápis de olho e de boca, lencinho de papel, soro fisiológico, band-aid, pinça, lixa de unha, além de 2 celulares, bolsinha de moeda, pen-drive, MP4, óculos escuros, bloquinho de anotações e caneta!

Faltou na foto a chave de casa e a sombrinha, que estão sempre lá também!


E aí, o que vocês acharam? Algum exagero, ou é tudo totalmente necessário? Façam suas críticas!


Enquanto isso, vou deixar uma dica de bolsas fashion, feitas para as mulheres modernas e que se ligam em tecnologia! São da marca Cocoon e foram divulgadas na CES 2009, a maior feira de tecnologia do mundo! Dentro delas há um material que chamam de Grid e serve como um “sistema de organização elástica”. Pra caber tudinho!! =)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Você sabe onde mora um Lucas?

Cenário: minha rua, 18h, dia de semana. Rafaela, estudante, 12 anos, mal chega em casa e já é "convocada" para comprar pão. Vai lá, Rafaela serelepe, correndo para chegar a tempo da despeja do pão quentinho no balcão da padaria.

No meio do caminho, Rafaela é abordada por um homem que queria uma informação.

Homem: "Ei, você sabe onde mora um Lucas aqui nesta rua?"

Rafaela: "Huuum... nesta rua tem dois Lucas, um mora ali (aponto para um prédio) e outro ali (aponto para uma casa). Como que é este Lucas?"

O homem não responde e disse que estava a procura de um Lucas que morava em uma casa.

Dada a informação, pretendia seguir a caminho do nosso pão quentinho, quando o mesmo homem volta e me lança uma nova pergunta.

Homem: "Você mora nessa rua?"

Rafaela, em um raro momento de astúcia, responde: "Não!"

Mentira, morava, mas falei que não. Aquele homem se apresentava deveras esquisito. O cara se aproximou de mim, estendeu a mão e perguntou pelo meu nome, dizendo que eu era muito simpática e que queria me conhecer. Nessa hora, minhas pernas ficaram bambas, meu coração disparou e me bateu aquele desespero. A única coisa que eu consegui falar na hora foi:

"Vai tomar no seu cu!"

E saí correndo, mais rápido do que um peido, rumo à padaria. Coração acelerado, as pernas ainda bambas e, não me vi, mas aposto que eu estava super pálida. Comprei o pão e pensei: "e agora, como vou voltar para casa?". Pensei em ligar à cobrar e pedir para meu pai me buscar, mas como ele sempre me prendeu, fiquei com medo dele não me deixar mais sair de casa temendo esse homem esquisito. Não arrisquei.

Procurava alguém conhecido. Maldita hora para não ter amigos. Por sorte, encontro um conhecido de uma conhecida minha e peço para ele me acompanhar até o meu quarteirão, pois estava com medo de um homem que havia me abordado. Esse menino me leva até à minha rua. Durante o trajeto, não vi o potencial tarado em parte alguma. Por certo, viu que eu não era tão burra e poderia ter chamado a polícia. Talvez eu estivesse em um carro de polícia fazendo uma ronda até encontrá-lo e gritar: "Aqueleeee! Foi aqueleeee ali. Queria saber onde morava um tal de Lucas! Mas é tarado! Mas é tarado!!!".

Não fiz isso. Muito pelo contrário, só contei isso para um amigo meu, 10 anos depois, e hoje, aqui pra vocês, 11 anos depois. Mas por cautela, naquela ocasião, o potencial tarado já devia estar há anos-luz daquela rua.

Passado alguns meses desse episódio, estava eu na escola jogando conversa fora e falando mal da vida alheia com meus colegas de sala. O assunto era putaria e, durante a conversa, um colega meu ficou sério e contou a seguinte história:
"Meu primo me contou que uma colega dele foi estuprada. O cara chegou para ela perguntando se ela sabia onde morava o Lucas. A burra deu corta e o cara carcou ela".

Senti a mesma coisa que havia sentido naquela tadinha. Era o mesmo desespero. Mas era um aliviante desespero. Não consegui (e até hoje não consigo) imaginar o que poderia ter acontecido comigo. Só sei que eu me senti toda cagada. Alguém ali em cima tava de olho em mim, mas no bom sentido.


A conversa durou mais alguns minutos na rodinha de estudantes. Continuei ouvindo o caso atentamente, alheia a tudo e a todos. Deu 17h30, saí da escola, cheguei em casa e me mandaram para a padaria comprar pão.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Bolsa de Mulher

Ir ao banco é um saco. Ainda mais quando você está com sua maior bolsa e lembra que tem que passar pela porta com detector de metais. Geralmente tento de 2 a 3 vezes até descobrir o que é que ainda está sendo detectado. Até a embalagem do creme de mãos trava naquela maldita porta! Hoje assim que entrei no banco comecei a tirar as tralhas da bolsa. O guardinha que estava lá começou a rir de mim. Nem liguei, pois o mais importante eu consegui! Entrei de primeira! Catei todas as minhas coisas e pensei: realmente os homens tem razão: a gente precisa carregar tanta coisa? Eu olho, olho e olho e não consigo achar nada em minha bolsa que possa ser “descartado”.

Pensando nisso, tive uma idéia! Que tal se nós, Luluzetes e leitoras, compartilhássemos idéias, e mostrássemos umas às outras o que carrega na bolsa? Vale fazer uma listinha e também mandar uma foto da sua tralha! Ops... da sua bolsa! Enviem as fotos para o meu e-mail que eu posto todas até no final de semana! (danielle@danielleluciano.com).


quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Divas no Divã - Entrei num três oitão, sem promessas

Enquanto isso, no Orkut...
Sorte de hoje: Uma promessa feita é uma dívida não paga

Sorte oportuna quando se trata de véspera de Ano Novo, quando você faz uma lista de promessas a serem cumpridas a partir de janeiro. Parar de fumar, fazer regime, estudar mais, reclamar menos, escrever um livro, plantar uma árvore e ter filho.

Chega dezembro e você está cheio de problemas e ao invés de um, fuma dois maços de cigarro. Mesmo fumando, engordou 10 quilos. Disse tanto que ia estudar mais, porém passou com média 60 na faculdade, não leu um livro, muito menos escreveu. Não teve um filho, pior, nem comeu ninguém durante o ano todo e matou de sede a plantinha preferida da sua mãe.

Não é por falta de força de vontade, mas certas promessas, por mais simples que preçam, tornam-se impossíveis de serem cumpridas devido a falta de tempo, problemas pessoais e outras coisas típicas da tal "doença da contemporaneidade".

Por isso, há muito tempo não me prometo nada no Ano Novo. Costumava prometer estudar mais para o vestibular ou começar a fazer caminhada para emagrecer. No ano passado, prestes a me formar, não precisava mais prometer intensificar os estudos. Emagrecer também não. Curiosamente, entre os dias 20 de dezembro de 2007 e 07 de janeiro de 2008 engordei 8 quilos. Sei disso porque foi recesso onde eu trabalhava e a calça que eu usei no dia 20 não me servia mais no dia 7.

Suspeito que foi devido a um problema hormonal o qual já estou tratando. Fiquei chateada, mas não me abati. Comecei a fazer, em 2008, aquela caminhada prometida em 2004. Antes do Natal percebi que a calça que vestia em outubro não me servia em dezembro: ela ficou larga. Experimentei um manequim 38 e entrou. U-hu! Não com conforto, mas o ziper fechou. Quando isso aconteceu pela última vez? Quando eu tinha uns 16 anos, por aí.

Tá, este post não é só para eu contar como eu fiquei empolgada de passar de 42 para 38 sem perceber, mas também para deixar registrado o meu "achismo" quanto essas coisas de prometer: algumas coisas fluem melhor quando não criamos uma expectativa muito grande em cima delas.

Como disse o 'seo' Orkut, promessa é dívida e quando não conseguimos cumprí-la, chegamos no final do ano ostentando ares de fracasso. Nao é assim que merecemos entrar o próximo ano, certo?

Vamos tentar prometer menos e fazer mais em 2009?
Em nome das Luluzetes, desejo um Feliz Ano Novo para todos os leitores. Não prometemos, mas faremos de tudo para sempre servir aqui no Buteco a cerveja mais gelada, o sorvete mais gostoso e o torresmo mais gorduroso da casa.
Até ano que vem!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Divas no Divã - Natal Crônico ou Então é Natal... *

... e você não via a hora de chegar a data. Não aguentava mais fazer compras em lojas de departamento ao som de John Lennon, Simone e Chitãozinho & Xororó. Ou desviar de camelôs e trombadinhas nas ruas da cidade. Sem contar as filhas quilométricas das lojas Americanas e os scraps musicais do Orkut. Agora só ano que vem. E que demore muito!

Paz e união! Para você e sua família. Até perceber que sua família é desunida e que você não gosta de alguns membros dela. Ou se dá conta de que as pessoas que alegravam seu Natal moram longe ou já morreram. Perus e Chesters não passam de frangos sem gosto. A Coca Cola de três litros não coube na sua geladeira e teve que ser consumida quente e o pavê ficou molengo. Feliz Natal!
Sua mãe não acredita que o Especial do Roberto Carlos é uma reprise do especial de 2007 que, por sua vez, é uma reprise de 2006. Na TV a cabo, filmes sobre o Natal enfestaram todos os canais, enquanto você queria assistir temporadas antigas de Law & Order e F.R.I.EN.D.S. E por que diabos a Warner passa Senhor dos Anéis todo ano, no Natal? Paz na Terra!

No final das contas, você percebe que só recebeu mensagens de Natal em massa, não recebeu um abraço sincero sequer, não ganhou nenhum presente e não teve dinheiro para presentear as pessoas que gosta. Percebe que ultimamente anda tendo dias muito tristes que não deixam você ter, ao menos, uma única Noite Feliz.

Famílias desunidas, pessoas solteiras, filhos sem pais, netos sem avós, oceanos de distância, pessoas sem condições finaceiras para realizar uma ceia. O aniversário de Jesus Cristo não merecia ser tão triste. Mesmo assim, não custa nada desejar, mesmo que de maneira pouco sincera, Feliz Natal. Também não custa nada (fingir) acreditar que no próximo ano nosso Natal será melhor.

(*) Baseada em três histórias reais. Dedicada às pessoas envolvidas em duas dessas histórias. A terceira história é da autora.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Divas no Divã - Depois daquele beijo


Mônica e Cebolinha eram como cão e gato quando crianças. Hoje eles cresceram e se beijaram na última edição do mangá da Turma da Mônica Jovem! O beijo dos personagens causou tanta polêmica quanto os beijos gays nas novelas. Isso porque, a cada saliva babenta trocada durante o beijo entre Mônica e Cebolinha, um pedacinho da nossa infância era engolida.

Tá bom... exageros à parte, eu me choquei com essa história toda. Na verdade, eu não gostei dessa idéia de crescerem com a turma. Não li esses mangás ainda, mas sei que a Mônica não é mais dentuça, baixinha e gorducha, o Cebolinha fez tratamento com fonoaudiólogo e não troca mais o "R" pelo "L" e o Cascão toma banho de vez enquando. A única que, parece, ter continuado a mesma, foi a Magali, que está até hoje namorando Quinzinho, o filho do padeiro.

O criador da revistinha, Mauricio de Souza, disse em entrevistas que a mudança foi necessária, pois o público das revistinhas da turma criança (que ainda é comercializada, ufa!) abandonava as historinhas quando chegavam à adolescência. (Mentira! tenho 23 anos e leio Mônica até hoje!)

Bom, deixando as estratégias mercadológicas de lado, só sei que me choquei um bocado com a história da história. Como disse o Marco Luque no último CQC, do jeito que tá, daqui a pouco o "Cascão vai tá 'comendo' mais do que a Magali" hahaha. Fico imaginando se modernizarem demais os roteiros desse mangá da Turma crescida, vejam se não seria chocante.

Mônica e Magali estão no quarto. Mônica diz à Magali que sua menstruação está atrasada. Magali tenta acalmar a amiga, dizendo que pode ter sido algum problema hormonal. "Já me aconteceu isso antes, Mônica. Lembro que o Quinzinho ficou doido, mas aí fiz o teste de farmácia e não estava grávida. Faça o exame também". E assim começaria a aventura da historinha: Mônica deveria ir à farmácia, escondida, comprar um teste de gravidez. Cascão vê e alerta seu amigo Cebolinha, pois sabia que ele andava "dando uns pega" em Mônica. Os dois armam um plano infalível para descobrir se ela estaria ou não grávida.

Depois de muita confusão e coelhadas, Mônica descobriria que não estava grávida e ainda revela que caso estivesse, o filho não seria de Cebolinha e sim do Ricardinho "da rua de baixo", pois os dois trasaram sem camisinha. Ao final da história, a lição de moral. Mônica e Magali no consultório do ginecologista. O médico as alerta sobre a importância do uso de métodos contraceptivos e explica que, caso a menstruação atrase, um bom profissional deve ser consultado.

No lado inferior direito da página, a palavrinha "Fim" e você, boqueaberto, exclama: "Puta que pariu".

Ah, não quero minha turminha ingênua de volta! O que mais poderá acontecer?

a) "Cascão, que cheiro é esse? É maconha, de novo? "

b) Marina para Franjinha: "Amor, vai demorar muito essa sua invenção de pílula do dia seguinte? Andaaa! Tô com medo!"

c) "Anjinho, de santo só tem a cara, né? hihihihihi"

d) "Ela geme mais do que uma cabrita" (Chico Bento sobre Rosinha)

e) "O Horácio é gay? Nãããão diiigaaaaaaa!"

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Divas no Divã: Dia Mundial de Luta contra a Aids


Hoje é o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Não é a toa que a campanha deste ano tem como foco os homens heterossexuais com mais de cinqüenta anos. No começo, a doença era entendida como um "mal de juventude", sendo exclusiva de um grupo de risco formado por homossexuais, garotas e garotos de programas e usuários de drogas. No entanto, nos últimos anos, temos visto estatísticas que apontam um elevado número de heterossexuais casados contaminados pelo vírus HIV.
De acordo com o Ministério da Saúde, a taxa de incidência de contaminação entre pessoas acima dos 50 anos dobrou entre 1996 e 2006, passando dos 7,5 casos por 100 mil habitantes para 15,7. A maioria dos casos de Aids, porém, ainda está na faixa etária de 25 a 49 anos. Dos 47.437 casos notificados desde o início da epidemia em pessoas acima dos 50 anos, 29.393 (62%) foram registrados de 2001 a junho de 2008. Desse último grupo, 37% são mulheres e 63% homens. (fonte: G1)
O dia de hoje será marcado, no mundo inteiro, por manifestações, campanhas e atividades relacionadas ao tema. Não poderíamos deixar de fazer um post em prol da causa. Nunca é tarde para dizer sobre a importância da camisinha nas relações sexuais. Os Postos de Saúde, além de disponibilizar, gratuitamente, preservativos, também oferecem cachimbos descartáveis para os usuários de crack.
Não vamos dar chances para a Aids, pessoal!

domingo, 2 de novembro de 2008

Divas no Divã 12 - Massa!



Pipoca, refrigerante, tv ligada no último volume, empolgação... era assim que nos encontrávamos em casa hoje, preparados para secar o Hamilton, e fazendo até mandinga pra vitória do Felipe Massa. É...infelizmente não deu, mas que foi emocionante foi. Aquela última volta foi pura adrenalina. Achei mesmo que ele seria campeão. Tadinho, tão fofo... e a carinha dele tentando segurar o choro?



Bom, continuamos torcendo por você Massa! Fica aqui a nossa eterna homenagem. Ao nosso eterno campeão!FELIPE MASSA DO BRASIL!!!!!




segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Divas no Divã 11 - Última Parada: Santo André

O Brasil mal teve tempo para comemorar a indicação do filme Última Parada: 174 como representante brasileiro ao prêmio de melhor filme estrangeiro do Oscar , e já foi testemunha de outra tragédia similar à retratada na produção de Bruno Barreto. Na última sexta-feira, 17 de outubro, vimos ao vivo, o desfecho trágico do seqüestro em Santo André, que teve como resultado, uma adolescente morta, sua amiga ferida, um seqüestrador desconhecido e odiado, críticas à atuação da polícia e o circo midiático estendendo a sua lona.


Não vou bancar a psiquiatra e discorrer sobre a paixão doentia de Lindemberg pela sua ex-namorada Eloá, tampouco, me aventurar como perita e meter o cacete no despreparo do Gate e na idéia "genial" (seja lá de quem foi) da volta da refém (Nayara) ao cativeiro um dia depois de ser libertada. O neurótico ex-namorado e a polícia atrapalhada já estão sendo nocauteados há muito tempo, mas poucas foram as discussões sobre o papel da mídia no caso.


A imprensa transmitiu as quase cem horas de agonia. Transformaram os agentes da situação em personagens. Assim como Sandro, o seqüestrador do ônibus 174, Lindemberg se transformou num vilão digno de ficção. Mas uma história sem final feliz. Tanto para Eloá, quanto para Geísa. Qual é o limite entre dever de informar a sociedade de um fato em tempo real e alavancar a audiência apelando até para uma "exclusiva" com o seqüestrador, como fez a jornalista e apresentadora Sônia Abrão?


Em certos países, casos de seqüestros são proibidos de serem transmitidos em tempo real. Seja para evitar alarde social, seja para poupar a família dos envolvidos, seja para não interferir (negativamente) no ambiente de conflito e na atuação policial. Quem assistiu ao documentário Ônibus 174 de José Padilha ou acompanhou o ocorrido, em 2000, se lembra de como Sandro ficou deslumbrado e perturbado com a presença de tantas câmeras ao seu redor. O assédio da mídia também afetou os policiais que se sentiam ainda mais pressionados ao saberem que o Brasil inteiro contava com eles para deter o algoz.


Qual foi o papel da mídia no caso Eloá?



Em tempo: Última Parada: 174, estréia na próxima sexta-feira, 24 de outubro. Assista o Teaser Trailer aqui.

domingo, 12 de outubro de 2008

Divas no Divã 10 - Dia das Crianças: memórias e reflexões


Minhas Barbies eram meio lésbicas. Eu explico! Estima-se que no Brasil existam quatro mulheres para cada homem. Tal cenário pode ser observado na vida dos brinquedos que tive quando criança: ganhava duas Barbies por ano. Mas nunca tive um Ken (ou Bob).

Tentei fazê-las se apaixonarem por um Ursinho que eu tinha e pelo Jaspion de plástico do meu irmão. O Jaspion era menor do que a boneca e era difícil fazê-los se beijarem, e o urso era muito "urso" para namorar uma "humana". Afinal, é mais fácil piriguetar um herói japonês do que um animal da floresta.


Sem homens na Terra dos Brinquedos, as Barbies mais bonitas e com vestidos mais novos namoravam as bonecas mais velhas e maltrapilhas, que faziam o "papel" do homem. Inclusive, elas falavam grosso e atendiam por nomes masculinos. Eram 'Kens'com peitões e cabelo loiro comprido.


Além de um namorado sem pêlos e com braços fininhos, minhas Barbies também não eram proprietárias daquela casa linda e cara, por isso, moravam debaixo da mesa da sala. E como não tinham carros, dirigiam o caminhão de bombeiros do meu irmão. Era prático, pois o "carro" já vinha com mangueirinha e água acompladas, podendo ser lavado a qualquer hora. Um luxo!


Também não tenho boas lembranças dos brinquedos "tecnológicos". Comportava-me muito bem, mas mesmo assim, Papai Noel (aquele velho safado!) nunca trouxe o maldito Pense Bem. Videogames também demoraram chegar em minha casa, porque minha mãe dizia (ou dava a desculpa, sei lá) que videogame estragava a televisão. Ganhei um Atari 2600(usado!) quando todo mundo já enjoava de Megadrive. Enquanto meus colegas de escola não aguentavam mais jogar Sonic, eu ainda me aventurava na novidade chamada Pac-man (vulgo "come-come"). Quando ganhei um Super Nintendo, a maioria já tinha o 64 e alguns, Playstation. Quando a Sony pensava em fazer um PS3, ganhei um Playstarion 1, já aos 16 anos, e era viciada em Tony Hawk´s Pro Skater.


Quanto aos jogos de tabuleiro (fazendo uma analogia ao Banco Imobiliário) tive mais reveses do que sorte.Na verdade, sorte não tive nenhuma! Ganhei os clássicos Banco Imobiliário e War no Natal de 1999, quando não era mais criança. Meu sonho mesmo era ter um Jogo da Vida, mas nunca nem brinquei com ele. Nessas horas eu tenho inveja do Bernardo ("Ah, não, jogo da vida?").


Todo esse lenga-lenga é para refletir sobre o atual significado do Dia das Crianças. Não sei se elas continuam a pedir brinquedos nessa data, mas tenho certeza de que elas não ligam se sua Barbie beija outra boneca (se é que as meninas ainda brincam de boneca!) e os meninos não vão querer matar os pais se não ganharem um autorama. Os tempos são outros, as crianças, também, mas, mesmo isso não é motivo de não desejá-las um feliz Dia das Crianças. Para elas e para as crianças que ainda habitarão nossas mentes férteis por muito tempo.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Divas no Divã 9 - Obrigada por escrever corretamente


Uma pessoa bonita, para mim, antes de qualquer coisa, deve saber escrever corretamente. Não falo de usar palavreado rebuscado, botar as vírgulas onde elas mereçam estar ou acentuar corretamente - embora confesso que quando vejo a palavra "cu" acentuada dá vontade de mandar quem escreveu tomar bem no meio do olho da tal palavra.

Mas quando digo "escrever corretamente" me refiro às coisas simples da vida como, por exemplo, a mulher tomar ciência de sua feminilidade (e das regras de português) e escrever "obrigadA" ao invés de "obrigado". Sim, pequenos gênios, homem diz "obrigado" e mulher "obrigada".

Com o advento do Orkut, pôde-se flagrar muita barbeiragem ortográfica e gramatical em nossos scraps: "Rafa, felis aniversário, seje muito felis". Sim, dói meu pâncreas!

Porém, nada mais irritante do que classificar o mim como pronome pessoal do caso reto.

Mim iscreve errado;
Tu iscreves errado;
Ele iscreve errado;
(...)

"Mim" não conjuga verbo, crianças! E não! Nem os índios falam assim.

E o cedilha, gente? Ah, o cedilha! Lembro-me de quando eu estava no pré-primário e a "tia" pediu para que eu fosse em uma sala de 1ª série buscar alguma coisa com a outra "tia". Enquanto a professora procurava a tal coisa para me entregar, eu olhava para o quadro e tentava descobrir qual o significado daquela perninha pendurada na letra "c". Um ano depois descobri que se tratava do cedilha, usado na letra "c" quando esta tem som de "ss" e precedida das letras a, o, u.

No entanto, parece que há pessoas que se maravilharam tanto com o cedilha que acabam usando a tal perninha em todos os "cês" que encontram pela frente. Voçê já deve ter visto por aí tipos desses, não?


Pois é. São muitas opções de barbeiragem. E olha que nem citamos os advérbios de intensidade "menas" e "meia", a conjunção "mais" (ao invés de "mas") e o sofrível MAIORES informações, ainda muito usado por empresas de grande porte que querem ajudar seus clientes a tirarem dúvidas. Gracinhas!

Mas não poderia terminar esse tópico sem o clássico dos clássicos da barbeiragem: o AGENTE. Que agente? O 86? Agente funerário ou penitenciário?

Aaaah, AGENTE NÓS! Então o certo é A GENTE, separado! Dá vontade de chamar algum agente do FBI para prender quem escreve a gente junto.


Se você riu do meu tópico e se lembrou de que tem um amigo-barbeiro-orto-gramatical, mande para ele os links das seguintes comunidades do Orkut, ó:

Aqui. Aqui. E a melhor de todas, aqui.

E se você acabou de descobrir que falava errado...eeer, bem... nunca é tarde para aprender, vacilão =]

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Divas no Divã 8 - Transtorno Obsessivo Compulsivo

Ontem no Programa do Jô, a atriz Márcia Cabrita contou sobre o espetáculo "Toc Toc", uma comédia que aborda de maneira bem humorada os comportamentos provenientes do transtorno obsessivo compulsivo. Na peça, Márcia Cabrita vive Branca, uma mulher que tem mania de limpeza. (Ouça aqui o podcast). Me lembrei que eu já havia visto um filme (cujo no momento não lembro o nome, mas acho que era com o Mel Gibson). No filme, o ator principal também sofria de “TOC”, e tinha mania de limpeza. Pesquisando mais afundo, descobri que o chamado Transtorno Obsessivo-Compulsivo ("TOC") (na literatura em inglês Obsessive-Compulsive Disorder – "OCD") é uma doença em que o indivíduo apresenta obsessões e compulsões, ou seja, sofre de idéias e/ou comportamentos que podem parecer absurdas ou ridículas para a própria pessoa e para os outros e mesmo assim são incontroláveis, repetitivas e persistentes. A pessoa é dominada por pensamentos desagradáveis que podem possuir conteúdo sexual, trágico, entre outros que são difíceis de afastar de sua mente, parecem sem sentido e são aliviados temporariamente por determinados comportamentos.

O Transtorno Obsessivo-Compulsivo é considerado o quarto diagnóstico psiquiátrico mais freqüente na população. De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), até o ano 2020 o Transtorno Obsessivo-Compulsivo estará entre as dez causas mais importantes de comprometimento por doença. Além da interferência nas atividades, os Sintomas Obsessivo- Compulsivos (SOC) causam incômodo e angústia aos pacientes e seus familiares.

Seria cômico, se não fosse trágico. Porém quase morri de rir, da Márcia Cabrita contando que no laboratório que ela fez para interpretar este personagem, uma psiquiátra contou o caso de uma paciente que tinha mania de falar palavrão. E não era só falar, mas ficar repetindo mesmo. Ela entrava no ônibus e começava: “Vai tomar no **, Vai tomar no **, Vai tomar no **, Vai tomar no **”! Imagina a situação. Você assenta no banco do ônibus e a pessoa do seu lado começa a xingar! E o pior coitada, é que é involutário! Fora os casos engraçados, tem os casos tristes também, pessoas com mania de limpeza lavam tanto as mãos que chega a sangrar!

Apesar de ter sido descrito há mais de um século, e dos vários estudos publicados até o momento, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo ainda é considerado um “enigma”. Felizmente, esse problema faz parte de um quadro psicológico tratável e cada vez mais responsivo à medicamentos específicos e à psicoterapia.

Espero que não, mas se você sente algum sintoma parecido, clique aqui para saber mais!

Eu acho que estou começando a ter alguns sintomas... não consigo parar de falar: “Comentem
no blog, comentem no blog, comentem no blog, comentem no blog...”