quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Natal Crônico ou Então É Natal - ANO 2
Já posso recomeçar as lamentações?
A minha avó pegava um guardanapo e me dava cinco docinhos para eu comer escondido debaixo da escada, pois o "dono" da festa estava regulando os comes e bebes. Isso até meus pais ficarem revoltados ao verem meus olhinhos brilharem por uma empadinha e não poder comê-la.
Pouco tempo depois – não sei precisar quanto – o marido da minha tia morreu e o Natal voltou a ser "bancado" por minha avó e contava com a participação de alguns parentes. A samambaia da minha casa também já havia encontrado o reino dos céus. Agora tínhamos um pinheirinho de mentira, com 40 cm de altura. Do lado dele, um embrulho muito pequeno para ser a casa da Barbie. Abri o pacote e lá estava mais um presente que eu não pedi. Não reclamava, claro! Pois sabia que era a única coisa que meus pais puderam comprar.
Não foi bem assim que eu planejei. Mas fazer o quê?
domingo, 15 de novembro de 2009
O dia em que eu morri (ou Minha missa de sétimo dia)
Não vou postar aqui uma resenha do show. Não que eu não queira. Por mim, falaria desse show pelo resto da minha vida. Mas, primeiramente, o propósito deste blog não é esse. Em segundo, já postei um review gigante no Eu, Pop. Quem tiver paciência, por favor, leia.
Também não vou dizer que eu esperei aquele momento desde os meus 13 anos. Comecei a gostar de Faith No More em 1998, justamente na época em que a banda terminou. A volta do FNM era algo inconcebível, tão absurdo que os fãs nem se davam o trabalho de sonhar.
Eis que, numa noite fria de inverno, para ser mais exata, 17 de julho de 2009, dou de cara com um post do Andreas Kisser, no site do Yahoo! falando sobre a volta do Faith No More. Bloguei no Eu, Pop, claro. e ainda cantei uma bola, pedindo para eles passarem por aqui. Quinze dias depois, a turnê sulamericana seria confirmada. Brasil na rota. Belo Horizonte, inclusive.
Abri mão de pagar dívidas para garantir meu ingresso ainda no primeiro lote. Comprei assim que as vendas começaram. E, desde então, dediquei meu tempo entre tomar cuidado para não morrer e torcer para que o show não fosse cancelado.
Com o show, não tive apenas a oportunidade de ouvir uma boa música, mas uma boa música que fez parte da minha adolescência sem graça. Revisitei aquela menina de 13 anos, que se refugiava da solidão no conforto das pilhas de cd’s de finadas bandas que, para ela, eram “novas”. Que voltava do colégio feliz por ter aprendido (mesmo que cagado) o verbo to be: “agora posso traduzir as músicas que eu canto. Agora posso até acompanhar e letra pelo encarte”, pensava a menina, que tinha a música como única amiga.
A cada grito, a cada palavra cantada, a cada riff marcado, a cara mosh, a cada blusa de banda, a cada coro, eu via a menina. Ela não apenas continua sendo fã de Faith No More, como também continua bem aqui, dentro de mim. Na verdade, ela nunca deixou de existir. E felizmente (ou não) me acompanhará pelo resto da minha vida. Apesar de ter morrido naquele dia, aquela vivacidade brutal da menina de 13 anos me contagiou um bocado. Dei-me conta de que continuo sendo aquela menina sem graça e solitária de 11 anos atrás. Mas, por pelo menos 1h30, nem me lembrei de que sou assim.
Para a menina, mais música, por favor!
domingo, 9 de agosto de 2009
Blogar, para quê?
Uma vez – era sábado de manhã – saí de casa para ir à vendinha de biscoitos que fica no bairro vizinho. O céu estava meio nublado, mas parecia que aqueles tímidos raios de sol segurariam a chuva por um tempo que seria suficiente para eu voltar para casa com meus biscoitos secos. Como um bom clichê, em questões de segundos, começou a chover. Um temporal. E é claro que, como um bom clichê, não havia uma bendita marquise para me proteger. Só me restou tomar um banho de chuva, coisa que só tem glamour no cinema.
(o trecho relatando que o vendedor bonitinho ficou rindo da cara molhada da pobre Rafaela foi cortado, a pedido da autora, para evitar ainda mais humilhação)
Como se a minha vida não fosse sarcástica o bastante, eu, toda molhada, protegendo a sacola com biscoitos debaixo da minha blusa e correndo para chegar em casa rápido, cato um cavaco histórico e chego a ensaiar um tombo. Mais gente ria de mim. Recomponho-me e dou de cara com um carro parado. No vidro, um adesivo escrito “Deus te ama”. E eu, molhada, sem dignidade e com os biscoitos murchos digo alto: “ama o caralho!”. Quando, finalmente cheguei em casa, a chuva cessa e dar lugar a um belo e quentinho sol.
Durante o caminho, pensei em blogar o acontecido imediatamente. O título do post seria “Como se a minha vida não fosse sarcástica o bastante”. Para quê? Para nada! Então não escrevi.
Às vezes fico imaginando qual seria a relevância dos meus posts aqui no Buteco. Ou ainda, o que meus posts têm a ver com o propósito do blog? Dany e eu pretendíamos fazer do Buteco uma versão digital de Sex and the City. Mas vi que não tenho histórias para compartilhar. Fui descobrir o que era gloss há uns meses. E nem sei se existe diferença entre gloss e brilho labial. No dia da formatura, comprei pó compacto pensando que era a mesma coisa do que blush. Resultado: não consegui fingir que sou bonita nem no dia do meu próprio baile.
Quero comprar um sapatinho para mim, mas eu não sei o “nome” daquele modelo. Como tentar explicar qual sapato eu quero para o vendedor? Não é só de moda que eu não entendo. Eu nunca fui em algum lugar que tem comanda. Inclusive, eu não sei o que é comanda. A Dany é testemunha dessa monguice minha.
Eu tenho 24 anos e não posso afirmar que a única vez que namorei foi realmente sério. Não conheço praia, embora tenha morado em Natal quando era bebezinha. Para ser sincera, a primeira e última vez que eu viajei efetivamente, foi naquela época, criancinha de colo. Como provas, só fotografias, pois lembrança mesmo, não tenho nenhuma. Não tive e não tenho vida. Logo, não tenho nada para contar.
Não vou ao cinema, porque tenho vergonha de ir sozinha. Contento-me em assistir filmes no computador. Ou assistir ao jogo de futebol na TV, visto que dinheiro me falta para ir ao estádio. Eu gosto de futebol e nunca consigo encaixar esse tema aqui no blog sem forçar a barra. A minha vida se resume a trabalhar, pagar conta e passar o sábado a noite no msn, sozinha, porque os meus contatos estão offline, ocupados demais vivendo.
Mais uma vez, a pergunta vem à tona: blogar para quê? Talvez chegou a hora de aposentar do blog. Afinal, eu nunca fui uma Luluzete de verdade.
domingo, 12 de abril de 2009
Como que chama? (*)
sexta-feira, 10 de abril de 2009
(nem tão)Diva no Divã

terça-feira, 10 de março de 2009
Medo de Médico
Médicos me fazem sentir uma idiota. Eles nunca riem dos meus comentários sarcásticos como se essa sagacidade fosse exclusiva da classe médica. Eles sempre dizem o óbvio (neste calor, febre acima dos 37,5C, dipirona), mas são incapazes de nos informar as horas corretas de jejum para cada tipo de exame.
E como são sérios, gente! Dá até medo na hora que ele anuncia o diagnóstico. Checa o raio x do seu pulmão, olha nos seus olhos e com aquela cara de "você está com pneumonia e vai morrer" anuncia nosso resfriado virótico típico de mudança de estação. Sempre espero um diagnóstico letal, uma injeção dolorosa ou uma nudez desnecessária para exames. Um problema que eu tentaria superar na sala de um psiquiatra, caso não tivesse medo de médicos. Se bem que, se não tivesse medo de médicos, também não precisaria de um psiquiatra... ah, me atrapalhei agora.
Lógico que estou generalizando. Tenho médicos ótimos. Meu endocrinologista, por exemplo, é tão empolgado que se sairia um ótimo apresentador de programa de auditório. Claro que nunca comentei isso com ele, pois aí ele pode me achar retardada e vai começar a me destratar. Mas mesmo sabendo que nem todos os médicos tratam seus pacientes de maneiras diferentes não arrisco e coloco em prática o truque ensinado pela minha mãe: sempre ir ao médico com a melhor roupa para ele pensar que você é rica e não correr o risco de ser negligente. Ah, e sempre ir com calcinha nova porque vai que você precise tirar a roupa lá, né? Se o médico ver o elástico soltando, irá desejar a minha morte lenta, trágica e sem direito à morfina.
Ps: Agora, se todos os médicos fossem "discípulos" do Dr. Luka Kovač...
eu faria questão de tomar banho quente e sair na friagem TODOS OS DIAS!
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Workaholic
Trabalhar, pelo menos com o que estou fazendo, me dá prazer e me sinto feliz quando estou sendo produtiva. Trabalhei sábado, domingo e hoje, sem parar!
Mas a história de ser workaholic é brincadeira. Não cheguei a esse ponto. Estou só empolgada porque meus projetos estão dando certo, e a idéia de “ser dona do meu próprio nariz” é fascinante.Bom, mas pra quem não sabe, workaholic é uma expressão americana que teve origem na palavra alcoholic (alcoólatra). Serve para denotar uma pessoa viciada, não em álcool mas em trabalho. Este tipo de pessoa geralmente não consegue se desligar do trabalho mesmo fora dele, acaba por deixar de lado seu parceiro(a), filhos, pais, amigos. Os seus melhores amigos passam a ser aqueles que de alguma forma tem ligação com seu trabalho.
De outro lado, este tipo de pessoa sofre por trazer para si uma qualidade de vida muito má, pois as pressões do dia-a-dia e a auto-estima exagerada fazem com que este tipo de profissional tenha insónia, surtos de mau-humor, impotência, atitudes agressivas em situações de pressão ou desconformidade (com os resultados que ele esperava) e pode chegar a causar depressão, entre outros efeitos nocivos. Mas uma das mais severas consequências é o medo de fracassar. Este medo condiciona e impulsiona o viciado a tentar cada vez mais forte e mais concentrado na busca por resultados. A palavra fracasso causa arrepios neste profissional.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
E as bolsas de mulher?
Hoje vou postar as fotos das bolsas de nossas leitoras, conforme falei no post "Bolsa de Mulher"
Tá certo, não tivemos muito Ibope, mas quem nos enviou as fotos merecem nossa consideração e eterna amizade!! =)
Mas chega de rasgação de calcinha, vamos ao que interessa!

E finalmente a minha bolsa! Levo sempre minha necessaire com creme para mãos, batom, gloss, espelho, lápis de olho e de boca, lencinho de papel, soro fisiológico, band-aid, pinça, lixa de unha, além de 2 celulares, bolsinha de moeda, pen-drive, MP4, óculos escuros, bloquinho de anotações e caneta!
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Você sabe onde mora um Lucas?
No meio do caminho, Rafaela é abordada por um homem que queria uma informação.
Homem: "Ei, você sabe onde mora um Lucas aqui nesta rua?"
Rafaela: "Huuum... nesta rua tem dois Lucas, um mora ali (aponto para um prédio) e outro ali (aponto para uma casa). Como que é este Lucas?"
O homem não responde e disse que estava a procura de um Lucas que morava em uma casa.
Dada a informação, pretendia seguir a caminho do nosso pão quentinho, quando o mesmo homem volta e me lança uma nova pergunta.
Homem: "Você mora nessa rua?"
A conversa durou mais alguns minutos na rodinha de estudantes. Continuei ouvindo o caso atentamente, alheia a tudo e a todos. Deu 17h30, saí da escola, cheguei em casa e me mandaram para a padaria comprar pão. quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Bolsa de Mulher
Pensando nisso, tive uma idéia! Que tal se nós, Luluzetes e leitoras, compartilhássemos idéias, e mostrássemos umas às outras o que carrega na bolsa? Vale fazer uma listinha e também mandar uma foto da sua tralha! Ops... da sua bolsa! Enviem as fotos para o meu e-mail que eu posto todas até no final de semana! (danielle@danielleluciano.com).

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Divas no Divã - Entrei num três oitão, sem promessas
Sorte de hoje: Uma promessa feita é uma dívida não paga
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Divas no Divã - Natal Crônico ou Então é Natal... *
Paz e união! Para você e sua família. Até perceber que sua família é desunida e que você não gosta de alguns membros dela. Ou se dá conta de que as pessoas que alegravam seu Natal moram longe ou já morreram. Perus e Chesters não passam de frangos sem gosto. A Coca Cola de três litros não coube na sua geladeira e teve que ser consumida quente e o pavê ficou molengo. Feliz Natal!
Sua mãe não acredita que o Especial do Roberto Carlos é uma reprise do especial de 2007 que, por sua vez, é uma reprise de 2006. Na TV a cabo, filmes sobre o Natal enfestaram todos os canais, enquanto você queria assistir temporadas antigas de Law & Order e F.R.I.EN.D.S. E por que diabos a Warner passa Senhor dos Anéis todo ano, no Natal? Paz na Terra!
Fonte: Vida Besta quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Divas no Divã - Depois daquele beijo

Tá bom... exageros à parte, eu me choquei com essa história toda. Na verdade, eu não gostei dessa idéia de crescerem com a turma. Não li esses mangás ainda, mas sei que a Mônica não é mais dentuça, baixinha e gorducha, o Cebolinha fez tratamento com fonoaudiólogo e não troca mais o "R" pelo "L" e o Cascão toma banho de vez enquando. A única que, parece, ter continuado a mesma, foi a Magali, que está até hoje namorando Quinzinho, o filho do padeiro.
O criador da revistinha, Mauricio de Souza, disse em entrevistas que a mudança foi necessária, pois o público das revistinhas da turma criança (que ainda é comercializada, ufa!) abandonava as historinhas quando chegavam à adolescência. (Mentira! tenho 23 anos e leio Mônica até hoje!)
Bom, deixando as estratégias mercadológicas de lado, só sei que me choquei um bocado com a história da história. Como disse o Marco Luque no último CQC, do jeito que tá, daqui a pouco o "Cascão vai tá 'comendo' mais do que a Magali" hahaha. Fico imaginando se modernizarem demais os roteiros desse mangá da Turma crescida, vejam se não seria chocante.
Mônica e Magali estão no quarto. Mônica diz à Magali que sua menstruação está atrasada. Magali tenta acalmar a amiga, dizendo que pode ter sido algum problema hormonal. "Já me aconteceu isso antes, Mônica. Lembro que o Quinzinho ficou doido, mas aí fiz o teste de farmácia e não estava grávida. Faça o exame também". E assim começaria a aventura da historinha: Mônica deveria ir à farmácia, escondida, comprar um teste de gravidez. Cascão vê e alerta seu amigo Cebolinha, pois sabia que ele andava "dando uns pega" em Mônica. Os dois armam um plano infalível para descobrir se ela estaria ou não grávida.
Depois de muita confusão e coelhadas, Mônica descobriria que não estava grávida e ainda revela que caso estivesse, o filho não seria de Cebolinha e sim do Ricardinho "da rua de baixo", pois os dois trasaram sem camisinha. Ao final da história, a lição de moral. Mônica e Magali no consultório do ginecologista. O médico as alerta sobre a importância do uso de métodos contraceptivos e explica que, caso a menstruação atrase, um bom profissional deve ser consultado.
No lado inferior direito da página, a palavrinha "Fim" e você, boqueaberto, exclama: "Puta que pariu".
Ah, não quero minha turminha ingênua de volta! O que mais poderá acontecer?
a) "Cascão, que cheiro é esse? É maconha, de novo? "
b) Marina para Franjinha: "Amor, vai demorar muito essa sua invenção de pílula do dia seguinte? Andaaa! Tô com medo!"
c) "Anjinho, de santo só tem a cara, né? hihihihihi"
d) "Ela geme mais do que uma cabrita" (Chico Bento sobre Rosinha)
e) "O Horácio é gay? Nãããão diiigaaaaaaa!"
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Divas no Divã: Dia Mundial de Luta contra a Aids

domingo, 2 de novembro de 2008
Divas no Divã 12 - Massa!
Bom, continuamos torcendo por você Massa! Fica aqui a nossa eterna homenagem. Ao nosso eterno campeão!FELIPE MASSA DO BRASIL!!!!!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Divas no Divã 11 - Última Parada: Santo André
Não vou bancar a psiquiatra e discorrer sobre a paixão doentia de Lindemberg pela sua ex-namorada Eloá, tampouco, me aventurar como perita e meter o cacete no despreparo do Gate e na idéia "genial" (seja lá de quem foi) da volta da refém (Nayara) ao cativeiro um dia depois de ser libertada. O neurótico ex-namorado e a polícia atrapalhada já estão sendo nocauteados há muito tempo, mas poucas foram as discussões sobre o papel da mídia no caso.
A imprensa transmitiu as quase cem horas de agonia. Transformaram os agentes da situação em personagens. Assim como Sandro, o seqüestrador do ônibus 174, Lindemberg se transformou num vilão digno de ficção. Mas uma história sem final feliz. Tanto para Eloá, quanto para Geísa. Qual é o limite entre dever de informar a sociedade de um fato em tempo real e alavancar a audiência apelando até para uma "exclusiva" com o seqüestrador, como fez a jornalista e apresentadora Sônia Abrão?
Em certos países, casos de seqüestros são proibidos de serem transmitidos em tempo real. Seja para evitar alarde social, seja para poupar a família dos envolvidos, seja para não interferir (negativamente) no ambiente de conflito e na atuação policial. Quem assistiu ao documentário Ônibus 174 de José Padilha ou acompanhou o ocorrido, em 2000, se lembra de como Sandro ficou deslumbrado e perturbado com a presença de tantas câmeras ao seu redor. O assédio da mídia também afetou os policiais que se sentiam ainda mais pressionados ao saberem que o Brasil inteiro contava com eles para deter o algoz.
Qual foi o papel da mídia no caso Eloá?
Em tempo: Última Parada: 174, estréia na próxima sexta-feira, 24 de outubro. Assista o Teaser Trailer aqui.
domingo, 12 de outubro de 2008
Divas no Divã 10 - Dia das Crianças: memórias e reflexões

Minhas Barbies eram meio lésbicas. Eu explico! Estima-se que no Brasil existam quatro mulheres para cada homem. Tal cenário pode ser observado na vida dos brinquedos que tive quando criança: ganhava duas Barbies por ano. Mas nunca tive um Ken (ou Bob).
Tentei fazê-las se apaixonarem por um Ursinho que eu tinha e pelo Jaspion de plástico do meu irmão. O Jaspion era menor do que a boneca e era difícil fazê-los se beijarem, e o urso era muito "urso" para namorar uma "humana". Afinal, é mais fácil piriguetar um herói japonês do que um animal da floresta.
Sem homens na Terra dos Brinquedos, as Barbies mais bonitas e com vestidos mais novos namoravam as bonecas mais velhas e maltrapilhas, que faziam o "papel" do homem. Inclusive, elas falavam grosso e atendiam por nomes masculinos. Eram 'Kens'com peitões e cabelo loiro comprido.
Além de um namorado sem pêlos e com braços fininhos, minhas Barbies também não eram proprietárias daquela casa linda e cara, por isso, moravam debaixo da mesa da sala. E como não tinham carros, dirigiam o caminhão de bombeiros do meu irmão. Era prático, pois o "carro" já vinha com mangueirinha e água acompladas, podendo ser lavado a qualquer hora. Um luxo!
Também não tenho boas lembranças dos brinquedos "tecnológicos". Comportava-me muito bem, mas mesmo assim, Papai Noel (aquele velho safado!) nunca trouxe o maldito Pense Bem. Videogames também demoraram chegar em minha casa, porque minha mãe dizia (ou dava a desculpa, sei lá) que videogame estragava a televisão. Ganhei um Atari 2600(usado!) quando todo mundo já enjoava de Megadrive. Enquanto meus colegas de escola não aguentavam mais jogar Sonic, eu ainda me aventurava na novidade chamada Pac-man (vulgo "come-come"). Quando ganhei um Super Nintendo, a maioria já tinha o 64 e alguns, Playstation. Quando a Sony pensava em fazer um PS3, ganhei um Playstarion 1, já aos 16 anos, e era viciada em Tony Hawk´s Pro Skater.
Quanto aos jogos de tabuleiro (fazendo uma analogia ao Banco Imobiliário) tive mais reveses do que sorte.Na verdade, sorte não tive nenhuma! Ganhei os clássicos Banco Imobiliário e War no Natal de 1999, quando não era mais criança. Meu sonho mesmo era ter um Jogo da Vida, mas nunca nem brinquei com ele. Nessas horas eu tenho inveja do Bernardo ("Ah, não, jogo da vida?").
Todo esse lenga-lenga é para refletir sobre o atual significado do Dia das Crianças. Não sei se elas continuam a pedir brinquedos nessa data, mas tenho certeza de que elas não ligam se sua Barbie beija outra boneca (se é que as meninas ainda brincam de boneca!) e os meninos não vão querer matar os pais se não ganharem um autorama. Os tempos são outros, as crianças, também, mas, mesmo isso não é motivo de não desejá-las um feliz Dia das Crianças. Para elas e para as crianças que ainda habitarão nossas mentes férteis por muito tempo.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Divas no Divã 9 - Obrigada por escrever corretamente
Uma pessoa bonita, para mim, antes de qualquer coisa, deve saber escrever corretamente. Não falo de usar palavreado rebuscado, botar as vírgulas onde elas mereçam estar ou acentuar corretamente - embora confesso que quando vejo a palavra "cu" acentuada dá vontade de mandar quem escreveu tomar bem no meio do olho da tal palavra.
Mas quando digo "escrever corretamente" me refiro às coisas simples da vida como, por exemplo, a mulher tomar ciência de sua feminilidade (e das regras de português) e escrever "obrigadA" ao invés de "obrigado". Sim, pequenos gênios, homem diz "obrigado" e mulher "obrigada".
Com o advento do Orkut, pôde-se flagrar muita barbeiragem ortográfica e gramatical em nossos scraps: "Rafa, felis aniversário, seje muito felis". Sim, dói meu pâncreas!
Porém, nada mais irritante do que classificar o mim como pronome pessoal do caso reto.
Mim iscreve errado;
Tu iscreves errado;
Ele iscreve errado;
(...)
"Mim" não conjuga verbo, crianças! E não! Nem os índios falam assim.
E o cedilha, gente? Ah, o cedilha! Lembro-me de quando eu estava no pré-primário e a "tia" pediu para que eu fosse em uma sala de 1ª série buscar alguma coisa com a outra "tia". Enquanto a professora procurava a tal coisa para me entregar, eu olhava para o quadro e tentava descobrir qual o significado daquela perninha pendurada na letra "c". Um ano depois descobri que se tratava do cedilha, usado na letra "c" quando esta tem som de "ss" e precedida das letras a, o, u.
No entanto, parece que há pessoas que se maravilharam tanto com o cedilha que acabam usando a tal perninha em todos os "cês" que encontram pela frente. Voçê já deve ter visto por aí tipos desses, não?
Pois é. São muitas opções de barbeiragem. E olha que nem citamos os advérbios de intensidade "menas" e "meia", a conjunção "mais" (ao invés de "mas") e o sofrível MAIORES informações, ainda muito usado por empresas de grande porte que querem ajudar seus clientes a tirarem dúvidas. Gracinhas!
Mas não poderia terminar esse tópico sem o clássico dos clássicos da barbeiragem: o AGENTE. Que agente? O 86? Agente funerário ou penitenciário?
Aaaah, AGENTE NÓS! Então o certo é A GENTE, separado! Dá vontade de chamar algum agente do FBI para prender quem escreve a gente junto.
Se você riu do meu tópico e se lembrou de que tem um amigo-barbeiro-orto-gramatical, mande para ele os links das seguintes comunidades do Orkut, ó:
Aqui. Aqui. E a melhor de todas, aqui.
E se você acabou de descobrir que falava errado...eeer, bem... nunca é tarde para aprender, vacilão =]
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Divas no Divã 8 - Transtorno Obsessivo Compulsivo
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo é considerado o quarto diagnóstico psiquiátrico mais freqüente na população. De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), até o ano 2020 o Transtorno Obsessivo-Compulsivo estará entre as dez causas mais importantes de comprometimento por doença. Além da interferência nas atividades, os Sintomas Obsessivo- Compulsivos (SOC) causam incômodo e angústia aos pacientes e seus familiares.
Seria cômico, se não fosse trágico. Porém quase morri de rir, da Márcia Cabrita contando que no laboratório que ela fez para interpretar este personagem, uma psiquiátra contou o caso de uma paciente que tinha mania de falar palavrão. E não era só falar, mas ficar repetindo mesmo. Ela entrava no ônibus e começava: “Vai tomar no **, Vai tomar no **, Vai tomar no **, Vai tomar no **”! Imagina a situação. Você assenta no banco do ônibus e a pessoa do seu lado começa a xingar! E o pior coitada, é que é involutário! Fora os casos engraçados, tem os casos tristes também, pessoas com mania de limpeza lavam tanto as mãos que chega a sangrar!
Apesar de ter sido descrito há mais de um século, e dos vários estudos publicados até o momento, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo ainda é considerado um “enigma”. Felizmente, esse problema faz parte de um quadro psicológico tratável e cada vez mais responsivo à medicamentos específicos e à psicoterapia.
Espero que não, mas se você sente algum sintoma parecido, clique aqui para saber mais!
Eu acho que estou começando a ter alguns sintomas... não consigo parar de falar: “Comentem

