sábado, 31 de outubro de 2009

31 de outubro...

Halloween? Não! Dia do Saci. Pelo menos é o que propõe os projetos de Lei nº 2.762 (de autoria do Deputado Aldo Rabelo) e nº 2.479 (de autoria da deputada Angela Guadgnin), ambos de 2003. O objetivo? Valorizar o folclore brasileiro diante da "importação" de festas norte-americanas para o Brasil.


Lute, 31 de outubro de 2008. Publicada no Jornal Hoje em Dia

Os projetos encontram-se apensados e ainda aguardam aprovação do Congresso Federal.

De acordo com o relator do projeto de Lei nº 2.479/2003, deputado Chico Alencar "instituir o 'Dia do Saci' representa oferecer à sociedade um instrumento de valorização da cultura popular como elemento fundamental na constituição da identidade brasileira. Por meio da previsão anual da comemoração da data, na forma de eventos culturais e atividades festivas, as iniciativas propõem o resgate e a valorização de nossas tradições e manifestações folclóricas originais".

O documento pode ser lido na íntegra aqui.

Enquanto a Lei Federal não é aprovada, vários prefeitos brasileiros já sancionaram leis municipais decretando o "Dia do Saci".

Afinal, gostosuras, eu não sei, mas travessuras, isso sim é com o Saci!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Para e sobre Michele Vedras, da Uniban.

Tem uma comunidade do Orkut que diz que o ruim de ser irônico é que quando ninguém entende a ironia, o idiota é você. Foi exatamente isso que aconteceu no post que fiz sobre a garota da Uniban, que foi chamada de puta pelos estudantes hipócritas que se sentiram, sei lá, moralmente ofendidos pelo vestidinho curto que a menina usava.

Saí em defesa da garota e em repúdio aos universitários/vândalos que gritavam “puta”, ameaçavam estupra-la, filmavam e tiravam fotos da confusão e, ainda, disponibilizaram esse material com o nome de “Puta da Uniban”. Mas por uma falta do uso de aspas na palavra “piriguete”, algumas pessoas foram incapazes de entender um post que até um aluno mediano da 3ª série do Ensino Fundamental saberia interpretar de uma maneira correta.

Mas antes de me adentrar ao assunto principal deste post-editorial, gostaria de ressaltar um comentário pertinente do “Lancaster”, eximindo a total culpa dos homens no caso Uniban, uma vez que as meninas também gritavam e foram elas que postaram o vídeo no Youtube. Verdade!

Hoje, a Folha de S. Paulo publicou uma matéria de meia página (no caderno Cotidiano) sobre o caso. O texto, cujo lúcido título era “Taleban na Faculdade”, continha uma entrevista da Michele Vedras, nome fictício que o jornal atribuiu à garota da Uniban. Segundo a reportagem, a confusão começou quando algumas meninas tentavam fazer com que a garota do vestido provocador vestisse uma calça que defendesse a “sua dignidade”. Portanto, o “Lancaster” estava cetíssimo ao me corrigir. Peço desculpas por ter “masculinizado” a culpa. Foram as meninas quem começaram.

Dito isso, vou ao que interessa: defender a dignidade deste blog, agora, sem aspas.

Primeiramente, as redatoras e leitoras do Buteco das Luluzetes não são patricinhas fúteis, tampouco militantes do movimento feminista. Somos mulheres que trabalham 8 horas por dia, que são mães, que são esposas, que são estudantes... Aqui não é um espaço para politicagem, nem promoção de guerra dos sexos. Quanto ao uso “inadequado” da palavra “piriguete”, digo que inadequadas foram as suas interpretações. Um pseudolinguista metido a Mikhail Bakhtin, Karl Richard Lepsius ou Ferdinand de Saussure, sei lá, chegou a sugerir que eu me buscasse a etimologia da palavra “piriguete”.

Como uma pessoa pode ser tão entendida em Linguística, sendo, ao mesmo tempo, incapaz de interpretar um texto de internet? Não compreendo.

Essa mesma pessoa, com a delicadeza e educação de um típico bronco do século 19, nos mandou lavar e passar roupas. Ou nas palavras desse sujeito “Lave uma louça, procure uma roupa pra passar, coisas de mulher... Porque pra críticas, você não serve pra porra nenhuma”.

Mas, né? Opinião é que nem cu. Eu tenho uma, você tem outra e esse bronco do século 19 tem a dele. Questionaremos, mas com a delicadeza e educação do século 21.

Um anônimo covarde perguntou se “Luluzetes” são melhores do que “Piriguetes”. Mais uma vez, volto a dizer que não critiquei as chamadas “piriguetes”, muito pelo contrário, as defendi. Luluzetes são mulheres, sejam elas piriguetes ou hipócritas. Ok?

Uma menina chamada “Andréia Freire” disse que somos tão preconceituosas quanto o povo da Uniban. Outra que não entendeu que, na verdade, defendemos a Michele.

Explicações à parte, parece que as pessoas que andaram visitando o nosso blog recentemente são da mesma “não-civilização” daqueles que ofenderam a Michele. A gente ri, mas no fundo fica chateada com tamanha ignorância.

Portanto, desejo, do fundo do coração que muitas Micheles, felizes com seu corpo, em dia com a sua sensualidade, sem medo de se sentirem gostosas “continuem” causando por aí: mandando os hipócritas, invejosos e ignorantes pastarem.

Michele Vedras, seja lá qual for o seu nome verdadeiro, seja feliz e não ligue para a pequenice das pessoas. Arrasa daí, moça, nobre luluzete. Enquanto isso, continuaremos blogando daqui.

Beijo.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

(Filhas da) Puta do Uniban

O assunto que mais repercutiu hoje no Twitter foi o caso da menina da Uniban. Para quem não sabe da história, foi o seguinte: no útimo dia 22 de outubro, uma estudante de Turismo da Uniban, em São Paulo, foi para a aula vestida de "piriguete". Tá! Não sou moralista, mas concordo que mini-saia mostrando o útero não seria a roupa mais adequada para se ir à escola.

O mais vergonhoso de tudo foi que, ao avistarem a menina vestida com tais trajes, os marmanjos da faculdade, aos bandos e gritando "Puta, puta!" ameaçavam estuprá-la. A garota teve que se trancar dentro de uma sala e só conseguiu sair da faculdade sob escolta policial.

O desenrolar da história ainda é um mistério. Mas depois de tanta discussão no Twitter, acredito que jornais e programas sensacionalistas ainda irão atrás desse caso.

Enquanto isso, no Orkut, os alunos da Uniban riem da situação e criticam a menina. No melhor estilo "joga-pedra-na-Geni". Enquanto isso, se vestir de maneira vulgar justifica a tentativa de agressão.

Estamos, por acaso, nos países conservadores do Oriente Médio? Estamos, por acaso, no século XIX? Não! Não estamos! Estamos em 2009. E esse fato aconteceu no estado "mais evoluído" do Brasil, São Paulo.

Se a garota é ou não puta, isso não importa. O que me enoja, de verdade, são esses protótipos de homens, oriundos da classe média, que tratam a mulher como lixo. Que trata todo mundo como lixo. Tentam estuprar piriguete, espancam travestis e botam fogo em índio. E eis que a humanidade involui. Filhas da puta!

Eu quero! Eu quero!

Parem as máquinas! É hora de falar de Barbie!

Vi no Twitter da @Ju_Angel e fiquei louca! As cantoras Cyndi Lauper, Joan Jett e Debbie Harry vão virar Barbies!

Trata-se da linha de bonecas chamada "Ladies of the 80s" (Moças dos anos 80), que a Mattel pretende lançar em dezembro deste ano, nos EUA. De acordo com o G1, as bonecas custarão US$50. Ainda não tem previsão de quanto essas coisas lindas chegam ao Brasil.

Sou fã de Barbie, amei essa linha e espero que outras personalidades pop virem bonequinhas também. Gostaria de dar minhas impressões sobre os brinquedos.
AMO Debbie Harry,a ex-vocalista do Blondie. Acho ela uma finesse de mulher. Se eu pudesse fazer um transplante de face, eu me transformaria em Debbie! E a bonequinha dela é tão linda, musa e poderosa quanto a sua "versão" em carne e osso. É a minha preferida!






Taí uma coisa engraçada. Joan Jett, lésbica (deu um cato fudido na Carmem Elektra), um ícone do movimento feminista e ídola das adeptas do Riot Grrrl virar Barbie, um símbolo da mulher-objeto, peituda, plástica e fútil? É estranho? É! Mas a bonequinha dela ficou linda. Será que vem com a guitarrinha ou será comprada separadamente?



Deveria ser a melhor boneca de todas, mas esse visual clássico/moderado não combinou. Mattel, né? Cyndi merece algo mais escalafabético. Mais glam! Mais tosco! Mais brega! Mais, sei lá... Cyndi Lauper. Não gostei muito.


E vocês? Gostaram de qual? Qual artista merecia virar boneca também?

domingo, 25 de outubro de 2009

23 disparos

Nem um a mais, nenhum a menos. Vinte e três doloridos, mas suportáveis e necessários disparos a laser nos non gratos pelinhos do buço. Foi a minha segunda das 5 sessões previstas para eu eliminar para todo o sempre meu bigodinho. Todo sempre não! Por que eles voltam! Mas daqui a uns anos, em número mínimo e fininhos.

Não sou vaidosa por falta de dinheiro e conhecimentos técnicos sobre roupas, cabelo e maquiagem, por exemplo. Mas fazer depilação a laser foi questão de vida ou morte, pois sofro com hirsutismo, devido ao meu problema de ovário policistíco. Faço acompanhamento com um endocrinologista que me obrigou a fazer o raio de laser e tomar uns remédios.

O laser é uma forma de amenizar esses efeitos e estou gostando do resultado. E recomendo! Os preços variam muito, então, o primeiro passo é fazer uma boa pesquisa. Confiem este tratamento a um dermatologista, pois cada tipo de pele precisa de um tipo de laser diferente e ninguém melhor que um médico para saber disso.

Eu pago por sessão, mas tem clínicas de estética que cobram por disparo e, dependendo, sai até mais barato. Já vi sessões de R$50,00 e até de R$380,00. Pago relativamente barato. R$100. Atualmente tô indo e voltando a pé do trabalho para juntar essa grana porque tá osso. Mas deixa eu acabar de pagar as minhas dívidas. Aí vou chegar completamente pelada para a dermatologista e dizer: "só deixa o cabelo da cabeça e as sobrancelhas, por favor!"

O procedimento não é indolor como eu pensava. Você sente umas picadinhas, como se te espetassem com uma agulha. Mas é só passar uma pomada anestésica 10 minutos antes que dá para aguentar fácil. Dói mil vezes menos do que pinça e três mil vezes menos do que cera. Logo, vale a pena!

Terra mãe água

Acho Carlinhos Brown é um cara muito chato. Mas me deparei com este clipe na MTV hoje pela manhã. Não é algo tão recente, mas só hoje que eu vi.

Boa música. Ótimo clipe. Excelente reflexão.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Lingerie na Medida Certa

Lulus de todo o Brasil, vocês sabem o que é o ALINHAMENTO CORPORAL?



Alinhamento Corporal é uma técnica exclusiva, inovadorano mercado de Lingerie!

Esta técnica foi criada e patenteada por Janaina Crescente e consiste numa análise das medidas do corpo da mulher, para dessa forma auxiliar na escolha do sutiã adaptado a cada biotipo.


A maioria das mulheres enfrenta dificuldades na hora de escolher a lingerie adequada. Por isso a necessidade desse trabalho. Foi pensando em atender a todas as mulheres brasileiras que se criou esse projeto que tem por finalidade não só vender lingeries mas proporcionar felicidade e auto-estima.



O tamanho dos seios da mulher normalmente é diferente do tamanho da sua circunferência torácica.
segundo Janaíana, "nós mulheres não somos produção em série, somos únicas". É a união de saúde e beleza com conforto e sensualidade.


Na maioria das vezes as mulheres usam sutiãs com numerações menores pois acham que o mesmo vai salientar seu busto e no entanto acabam deixando seus seios desprotegidos e sem o suporte necessário.


Vestir um sutiã corretamente é uma questão de saúde.



Janaína Crescente no seu método de alinhamento corporal criou sua própria fita métrica, onde os seios da mulheres são "catálogados" por nomes de flor e não por número, pois algumas se sentem intimidadas ao chegar numa loja e pedir um modelo nº50. ´



Este é o método ideal para quem não se encaixa no padrão P-M-G-GG.

Tudo pelo bem estar da mulher!


Ah! E não é só para calcinhas e sutias! Elatambém tem lindos biquinis!


Conheça mais sobre a técnica que achei interessantíssima no site: http://www.janainacrescente.com.br/

sábado, 17 de outubro de 2009

Cadê as autoridades? Tô chocada!

Sou do tempo em que meninas e meninos não se misturam na escola e em festinhas. Não porque os adultos não deixavam, mas pelo simples fato de que, nas nossas cabeças de criança, menina não brincava com menino e vice-e-versa.


Era uma bobagem, claro!

Hoje, as crianças não pensam mais assim. Inclusive, porque hoje as crianças já não brincam como antigamente. Se me permitem uma psicologia de buteco, posso afirmar que as crianças, a partir de um momento, não se veem mais como tais. Não existe mais clubes do Bolinha e da Luluzinha. Nem um "meninos,blé!" e "meninas, blé!", que nem no filme "Os batutinhas". Hoje é "meninos, oba!" e "meninas, oba". Hoje, as crianças fazem isto. E os adultos acham graça, filmam e colocam na internet.

(não tem como incorporar o vídeo aqui. Peço, por favor, para clicarem neste link do Blog do Djef e assistirem)

Fiquei sem palavras! Fico me perguntando se isso não é caso para Conselho Tutelar, Ministério Público e Juizados da Infância e da Juventude?