Tem uma comunidade do Orkut que diz que o ruim de ser irônico é que quando ninguém entende a ironia, o idiota é você. Foi exatamente isso que aconteceu no post que fiz sobre a garota da Uniban, que foi chamada de puta pelos estudantes hipócritas que se sentiram, sei lá, moralmente ofendidos pelo vestidinho curto que a menina usava.
Saí em defesa da garota e em repúdio aos universitários/vândalos que gritavam “puta”, ameaçavam estupra-la, filmavam e tiravam fotos da confusão e, ainda, disponibilizaram esse material com o nome de “Puta da Uniban”. Mas por uma falta do uso de aspas na palavra “piriguete”, algumas pessoas foram incapazes de entender um post que até um aluno mediano da 3ª série do Ensino Fundamental saberia interpretar de uma maneira correta.
Mas antes de me adentrar ao assunto principal deste post-editorial, gostaria de ressaltar um comentário pertinente do “Lancaster”, eximindo a total culpa dos homens no caso Uniban, uma vez que as meninas também gritavam e foram elas que postaram o vídeo no Youtube. Verdade!
Hoje, a Folha de S. Paulo publicou uma matéria de meia página (no caderno Cotidiano) sobre o caso. O texto, cujo lúcido título era “Taleban na Faculdade”, continha uma entrevista da Michele Vedras, nome fictício que o jornal atribuiu à garota da Uniban. Segundo a reportagem, a confusão começou quando algumas meninas tentavam fazer com que a garota do vestido provocador vestisse uma calça que defendesse a “sua dignidade”. Portanto, o “Lancaster” estava cetíssimo ao me corrigir. Peço desculpas por ter “masculinizado” a culpa. Foram as meninas quem começaram.
Dito isso, vou ao que interessa: defender a dignidade deste blog, agora, sem aspas.
Primeiramente, as redatoras e leitoras do Buteco das Luluzetes não são patricinhas fúteis, tampouco militantes do movimento feminista. Somos mulheres que trabalham 8 horas por dia, que são mães, que são esposas, que são estudantes... Aqui não é um espaço para politicagem, nem promoção de guerra dos sexos. Quanto ao uso “inadequado” da palavra “piriguete”, digo que inadequadas foram as suas interpretações. Um pseudolinguista metido a Mikhail Bakhtin, Karl Richard Lepsius ou Ferdinand de Saussure, sei lá, chegou a sugerir que eu me buscasse a etimologia da palavra “piriguete”.
Como uma pessoa pode ser tão entendida em Linguística, sendo, ao mesmo tempo, incapaz de interpretar um texto de internet? Não compreendo.
Saí em defesa da garota e em repúdio aos universitários/vândalos que gritavam “puta”, ameaçavam estupra-la, filmavam e tiravam fotos da confusão e, ainda, disponibilizaram esse material com o nome de “Puta da Uniban”. Mas por uma falta do uso de aspas na palavra “piriguete”, algumas pessoas foram incapazes de entender um post que até um aluno mediano da 3ª série do Ensino Fundamental saberia interpretar de uma maneira correta.
Mas antes de me adentrar ao assunto principal deste post-editorial, gostaria de ressaltar um comentário pertinente do “Lancaster”, eximindo a total culpa dos homens no caso Uniban, uma vez que as meninas também gritavam e foram elas que postaram o vídeo no Youtube. Verdade!
Hoje, a Folha de S. Paulo publicou uma matéria de meia página (no caderno Cotidiano) sobre o caso. O texto, cujo lúcido título era “Taleban na Faculdade”, continha uma entrevista da Michele Vedras, nome fictício que o jornal atribuiu à garota da Uniban. Segundo a reportagem, a confusão começou quando algumas meninas tentavam fazer com que a garota do vestido provocador vestisse uma calça que defendesse a “sua dignidade”. Portanto, o “Lancaster” estava cetíssimo ao me corrigir. Peço desculpas por ter “masculinizado” a culpa. Foram as meninas quem começaram.
Dito isso, vou ao que interessa: defender a dignidade deste blog, agora, sem aspas.
Primeiramente, as redatoras e leitoras do Buteco das Luluzetes não são patricinhas fúteis, tampouco militantes do movimento feminista. Somos mulheres que trabalham 8 horas por dia, que são mães, que são esposas, que são estudantes... Aqui não é um espaço para politicagem, nem promoção de guerra dos sexos. Quanto ao uso “inadequado” da palavra “piriguete”, digo que inadequadas foram as suas interpretações. Um pseudolinguista metido a Mikhail Bakhtin, Karl Richard Lepsius ou Ferdinand de Saussure, sei lá, chegou a sugerir que eu me buscasse a etimologia da palavra “piriguete”.
Como uma pessoa pode ser tão entendida em Linguística, sendo, ao mesmo tempo, incapaz de interpretar um texto de internet? Não compreendo.
Essa mesma pessoa, com a delicadeza e educação de um típico bronco do século 19, nos mandou lavar e passar roupas. Ou nas palavras desse sujeito “Lave uma louça, procure uma roupa pra passar, coisas de mulher... Porque pra críticas, você não serve pra porra nenhuma”.
Mas, né? Opinião é que nem cu. Eu tenho uma, você tem outra e esse bronco do século 19 tem a dele. Questionaremos, mas com a delicadeza e educação do século 21.
Um anônimo covarde perguntou se “Luluzetes” são melhores do que “Piriguetes”. Mais uma vez, volto a dizer que não critiquei as chamadas “piriguetes”, muito pelo contrário, as defendi. Luluzetes são mulheres, sejam elas piriguetes ou hipócritas. Ok?
Uma menina chamada “Andréia Freire” disse que somos tão preconceituosas quanto o povo da Uniban. Outra que não entendeu que, na verdade, defendemos a Michele.
Explicações à parte, parece que as pessoas que andaram visitando o nosso blog recentemente são da mesma “não-civilização” daqueles que ofenderam a Michele. A gente ri, mas no fundo fica chateada com tamanha ignorância.
Portanto, desejo, do fundo do coração que muitas Micheles, felizes com seu corpo, em dia com a sua sensualidade, sem medo de se sentirem gostosas “continuem” causando por aí: mandando os hipócritas, invejosos e ignorantes pastarem.
Michele Vedras, seja lá qual for o seu nome verdadeiro, seja feliz e não ligue para a pequenice das pessoas. Arrasa daí, moça, nobre luluzete. Enquanto isso, continuaremos blogando daqui.
Beijo.
Mas, né? Opinião é que nem cu. Eu tenho uma, você tem outra e esse bronco do século 19 tem a dele. Questionaremos, mas com a delicadeza e educação do século 21.
Um anônimo covarde perguntou se “Luluzetes” são melhores do que “Piriguetes”. Mais uma vez, volto a dizer que não critiquei as chamadas “piriguetes”, muito pelo contrário, as defendi. Luluzetes são mulheres, sejam elas piriguetes ou hipócritas. Ok?
Uma menina chamada “Andréia Freire” disse que somos tão preconceituosas quanto o povo da Uniban. Outra que não entendeu que, na verdade, defendemos a Michele.
Explicações à parte, parece que as pessoas que andaram visitando o nosso blog recentemente são da mesma “não-civilização” daqueles que ofenderam a Michele. A gente ri, mas no fundo fica chateada com tamanha ignorância.
Portanto, desejo, do fundo do coração que muitas Micheles, felizes com seu corpo, em dia com a sua sensualidade, sem medo de se sentirem gostosas “continuem” causando por aí: mandando os hipócritas, invejosos e ignorantes pastarem.
Michele Vedras, seja lá qual for o seu nome verdadeiro, seja feliz e não ligue para a pequenice das pessoas. Arrasa daí, moça, nobre luluzete. Enquanto isso, continuaremos blogando daqui.
Beijo.